«Exmo. Senhor Ministro das Finanças
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste
País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de
Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa.
para lhe fazer uma proposta:
A minha Esposa, Maria Amélia Pereira
Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi
operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.
Por esta
'coisinha' sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade
de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de
alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas
orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO
é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto
de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os
benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o
salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que
orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.
e) A angústia em que vivemos permanentemente.
quimioterapia
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha
Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais
de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o
fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que
darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República,
agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a
medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e
outras...
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?)
de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos
aqueles que receberem e lerem esta mensagem e se assim concordarem que
enviem aos vossos amigos. Obrigado
Como V. Ex.ª não acreditará
em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz,
abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe,
porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.
Com os melhores cumprimentos,
Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira.
domingo, 21 de abril de 2013
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