quinta-feira, 6 de agosto de 2009

OS METRALHA ...



Estado do Sítio

Offshore socialista

A última novidade do Governo socialista do senhor presidente doConselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis.Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV eex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida peloGoverno a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis deterceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membrosnomeados pelo Executivo e um conselho de administração com trêselementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino,devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansadode aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para serministro.Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora naquerida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagarpelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para estaverdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De umapenada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões deeuros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis dosenhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundaçãonão é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quere lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar queas Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítiomanhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vezmais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiroao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhorpresidente do Conselho.Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que aquerida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma bateladade computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bemlhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos aautarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o EstaOS dogenerosamente lhe colocou nos cofres.Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silênciodas autoridades, particularmente do senhor procurador-geral daRepública, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aquié legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidentedo Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandariademocrática.


António Ribeiro Ferreira, Jornalista

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