x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x
Bastaram 24 horas para uma carta publicada no Facebook e dirigida ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, se transformar num fenómeno viral na internet. Myriam Zaluar, investigadora com um ordenado fixo de 405 euros e apenas durante sete meses por ano, fez 42 anos no dia em que resolveu responder, por carta, ao apelo de emigração de Passos Coelho.
Depois de relatar a sua experiência como profissional encostada à prateleira e depois à precariedade, a filha de ex-emigrantes rematou com um pedido ao primeiro-ministro: “Emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da moto. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Olhe, leve-os para o deserto do Sara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.”
Num dia, a carta saltou para a blogosfera e foi partilhada por mais de 2 mil utilizadores do Facebook. E para que a missiva não escapasse aos olhos do próprio destinatário, muitos aproveitaram para partilhá-la, em forma de recado, no mural de Pedro Passos Coelho. Ao post em que Passos diz aos portugueses que está na hora de “corrigir erros do passado” e de “rescrever o futuro dos nossos filhos”, os facebookianos responderam com o link onde pode ser lida a carta que questiona como dizer a um filho “que mais vale enveredar já por outra via [...] para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país”.
A carta escrita como um desabafo espalhou-se nas redes sociais e despertou o apoio de quem se reviu no retrato de uma doutoranda que nunca ganhou mais de mil euros, aos 42 anos recebe 4 mil euros por ano e, pela primeira vez, equaciona a hipótese de emigrar.
O mural de Passos Coelho tem sido bombardeado com passagens da carta e comentários de outros indignados com as declarações do primeiro-ministro.
Há até quem aproveite o repto para pedir de presente de Natal a emigração deste governo: “Este Natal, de presente, quero que este governo deixe de existir. Não é pedir muito. Fui um rapaz bem-comportado, trabalhei e paguei os meus impostos, não vivo acima das minhas possibilidades, separo o lixo, ajudo o próximo e até deixei de fumar”, refere um dos testemunhos. Sílvia Caneco
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)






Sem comentários:
Enviar um comentário